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MORRE SOLDADO DA PM BALEADO EM CONFUSÃO POR SOM ALTO

O soldado da Polícia Militar (PM) Hélio Bezerra de Souza morreu, nesta terça-feira (14) no Hospital São Francisco, em Goiânia. Segundo a unidade de saúde, ele faleceu por causa de complicações pós-cirúrgicas. O PM foi baleado após uma confusão por causa de som alto em Itacaiú, distrito de Britânia, em julho do ano passado.

Ainda conforme o hospital, o soldado estava internado em estado grave desde que passou por uma cirurgia, há cerca de 30 dias. Ele passava por limpezas no abdomens, mas sofreu com uma infecção e não resistiu.

A assessoria de imprensa da PM divulgou uma nota lamentando a morte do policial. Segundo a corporação, o corpo dele deve ser velado na Câmara Municipal de Britânia.

Confusão
O PM foi baleado enquanto atendia a uma ocorrência de perturbação por causa de som alto. Durante a confusão outro policial militar, o sargento Uires da Silva, e o atirador morreram.

Os dois policiais tentavam prender o caseiro Brunno Vieira de Sousa, de 29 anos, que desrespeitou a ordem de abaixar o volume do som. Durante a confusão, o pai de Bruno, Ismael Pereira, 49, roubou a arma do coldre do sargento e o matou. Ele também baleou o soldado da PM, que reagiu e matou o agressor. Além de Hélio, Brunno e outra pessoa que estava na festa ficaram feridos.

Morte de sargento
A família do PM morto na ocorrência considera o crime uma grande covardia. “Matar uma pessoa por causa de abaixar o som, eu acho que foi uma grande covardia. Eu precisava muito do meu filho, era uma pessoa que estava sempre do meu lado. Era uma pessoa muito importante para mim”, disse a mãe do policial, Maria Rodrigues da Silva.

O filho do sargento, Hiago de Jesus Alves, também considera que o homem que matou seu pai agiu com grande frieza. “O cara que atirou pelas costas dele foi covarde, muito covarde. Não podia ter feito isso. Ele só ia prender o rapaz, ia fazer o serviço dele. Era a única coisa que ele ia fazer”, disse.

A família cobra que todos os envolvidos na briga respondam pela morte do policial. “Eu entendo que tenham outras pessoas envolvidas. Tiveram outras pessoas que estão envolvidas, mesmo por tumultuar demais, gritando. Todas essas pessoas precisam ser indiciadas também, porque ajudaram a tumultuar a ocorrência”, disse o irmão do sargento, Dorivan Rodrigues Marques.

sargento da Polícia Militar Uires Alves da Silva, Goiás (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Ato de desespero
A família de Ismael, que roubou a arma do sargento da PM, diz que a ação foi um ato de desespero após ver o filho ser agredido e preso. “A família do policial perdeu um ente querido, mas nós também perdemos. Jamais imaginei que o meu irmão teria essa reação. Analisando um pouco que vi do vídeo, é um ato de desespero de um pai para defender seu filho que já estava sendo agredido há muito tempo fisicamente, verbalmente”, disse a irmã de Ismael, que não quis ter a identidade revelada.

Filho de Ismael, Brunno reforça que a atitude do pai foi impensada. “Em momento algum eu estou falando que meu pai foi certo. Eu só falei que foi um momento desesperador dele, de ver o policial me asfixiando e falando que iria me matar”, disse.

Brunno explicou o motivo de resistir à abordagem policial. “Ele [policial] não me deu voz de prisão, ele não falou nada para mim e veio me enforcando”, disse.

Brunno contou ainda que estava sendo enforcado pelos policiais, por isso tentou reagir. “Aquela hora foi a hora que ele já estava me matando, eu estava ficando sem ar. Eu estava ficando asfixiado, tentando conversar com ele, pedindo para ele parar”, relatou.

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