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Mais três pacientes do Hospital Vila São Cottolengo têm confirmação de H1N1, em Goiânia

O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) confirmou nesta quarta-feira (14) infecção por H1N1 em três dos quatro internos da Vila São Cottolengo que estão no local, em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No quarto caso, a doença foi descartada. Nenhum dos pacientes tem previsão de alta, e todos respiram com ajuda de aparelhos. Unidade de saúde é filantrópica e pede doações da comunidade (veja como ajudar no fim da reportagem).

A Vila São Cottolengo é um hospital de Trindade, na Grande Goiânia, que abriga 320 pessoas com comprometimento da saúde mental e motora. Oito internos morreram desde 24 de fevereiro – sete deles em nove dias. Em um dos casos houve diagnóstico de H1N1; os outros seguem sob investigação. A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás (SES-GO) disse haver surto no local.

Por e-mail, a Vila São Cottolengo informou que mantém isolados no próprio local dois internos com diagnóstico positivo para a doença. Eles estão “sem complicações da doença, com estado de saúde considerado bom”. Outro interno foi internado no Hospital Estadual de Doenças Tropicais (HDT), e a Vila ainda aguarda o resultado para saber se há ou não a confirmação de H1N1.

Por causa do ocorrido na Vila São Cottolengo, o promotor Haroldo Caetano encaminhou ofício nesta terça (13) à secretária de Saúde de Goiânia, Fátima Mrué, recomendando, “de forma emergencial e preventiva”, imunização dos idosos em abrigos. Prestadores de serviços das entidades também devem ser vacinados.

“É imperioso que as políticas de atenção à saúde atuem de forma preventiva e, mediante ações emergenciais neste momento de possível surto de gripe derivada do vírus H1N1, que se promovam medidas voltadas à imunização dos idosos e trabalhadores das ILPIs [instituições de longa permanência para idosos] de Goiânia, assim como outras providências de caráter preventivo que se fizerem necessárias”, disse.

O prazo para resposta é de dez dias. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde disse que que avaliará a recomendação do promotor para encaminhar as respostas dentro do prazo solicitado. A pasta falou ainda que as vacinas contra H1N1 são encaminhadas pelo Ministério da Saúde.

“No período de vacinação contra a Influenza, um dos primeiros grupos a serem atendidos são os idosos que vivem em abrigos”, disse, em nota.

Vila São Cottolengo abriga pessoas com deficiência em Trindade, Goiás (Foto: Vitor Santana/G1)Vila São Cottolengo abriga pessoas com deficiência em Trindade, Goiás (Foto: Vitor Santana/G1)

Mortes

Morreu, no domingo (11), a oitava interna do Hospital Vila São Cottolengo: Rosa Maria dos Santos, de 54 anos. Ela estava internada em uma UTI do Hugo e teve confirmação de H1N1.

Em nota, a assessoria de comunicação da Vila São José Bento Cottolengo informou que a morte foi ocasionada por sepse, que “pode ter sido agravada por complicações do quadro de H1N1, já que o paciente havia sido diagnosticado com a doença.”

As outras sete mortes ocorreram entre os dias 24 de fevereiro e 5 de março. O hospital informou, no sábado (10) que “não era possível informar se os óbitos estão diretamente relacionadas com o H1N1” identificado nos três pacientes hospitalizados.

De acordo com o diretor da unidade, Sandro Gomes Albino, das sete mortes, quatro foram motivadas por pneumonia. Um caso encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) teve resultado negativo para H1N1. Os outros dois óbitos foram por outras causas não informadas.

Por sua vez, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou em nota divulgada no sábado que ainda não é possível afirmar o motivo das sete mortes. Conforme o órgão, elas seguem sob investigação. As amostras já foram encaminhadas para um laboratório e não há prazo para que os laudos fiquem prontos.

Segundo a SES, após as análises apontarem três casos de Influenza A pelo vírus H1N1, medidas de tratamento foram adotadas. Entre elas está a quimioprofilaxia com o medicamento tamiflu. O surto da doença foi confirmado por uma nota informativa divulgada pelos técnicos responsáveis pela investigação. (Fonte G1)

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