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LAUDO REVELA QUE A ARMA USADA PELO SUPOSTO SERIAL KILLER MATOU OUTRAS 13 PESSOAS

Suposto serial killer, vigilante Tiago da Rocha é transferido para a CPP, em Aparecida de Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Balas achadas em 13 vítimas saíram da arma da arma de Thiago diz laudo

Novos laudos balísticos apresentados pela Polícia Técnico-Científica nesta quinta-feira (14) comprovaram que mais 13 pessoas foram mortas por projetéis disparados pela arma apreendida com o vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 26 anos, emGoiânia. Preso há quase dois meses, o suposto serial killer confessou à polícia ter matado 29 pessoas.

Segundo a polícia, dos 14 novos casos analisados, 12 são relacionados a mortes de mulheres e dois, de homens. O único resultado de microbalística considerado inconclusivo foi o homicídio de Bruna Gleycielle de Souza, morta aos 26 anos, no dia 8 de maio deste ano. Apesar disso, a polícia pode indiciar Tiago pelo crime baseado em indícios e provas testemunhais.

As vítimas mortas por projetéis disparados pela arma apreendida com o vigilante foram: Tais Pereira Almeida; a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, 27 anos; Beatriz Cristina Oliveira, 23 anos; Bárbara Luiza Ribeiro, 14 anos; Lilian Sissi Mesquita, 28 anos; Wanessa Oliveira, 22 anos; Thamara da Conceição, 17 anos; Tayanara Rodrigues da Cruz, 13 anos; a estudanteIsadora Aparecida, 15 anos; Ana Karla Lemes; Janaína Nicácio, 25 anos; o fotógrafo Mauro Ferreira Nunes, 51 anos; e Pedro Henrique de Paula Souza.

  • Com isso, a polícia encerrou os confrontos balísticos dos crimes investigados pela força-tarefa instituída no dia 4 de agosto para apurar a série de assassinatos praticados por um motociclista contra mulheres em Goiânia. No último dia 21 de novembro, três laudos já haviam sido emitidos também comprovando que as balas sairam da arma apreendida com o vigilante. Foram os dos homicídios de Juliana Neubia Dias, Arlete dos Anjos Carvalho e Rosirene Gualberto da Silva.

A morte de Rosirene foi a primeira das investigadas em que o Ministério Público (MP) representou criminalmente contra Tiago. Nesse caso, ele é acusado de homicídio duplamente qualificado. Durante todo o processo de análise balística, a Polícia Técnico-Científica fez o confronto de 66 projéteis e dez armas diferentes.

Inquéritos
No último dia 21 de novembro, a Polícia Civil afirmou que já tinha certeza da autoria de Tiago em 16 crimes. Segundo o delegado Murilo Polati, titular da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o instituto de criminalística já tinha constatado que os exames de balística foram positivos para a arma apreendida com o vigilante em 13 homicídios.

Laudo revela que jovens foram fortas por balas que sairam da arma apreendida com suposto serial killer, em Goiânia, Goiás (Foto: Arquivo Pessoal)Jovens foram mortas por balas que saira de arma apreendida com vigilante (Foto: Arquivo Pessoal)

No mesmo dia, a polícia concluiu o inquérito que investigava as mortes de Juliana, Arlete e Rosirene. Assim como a maioria das outras vítimas, Artele foi morta a tiros por um motociclista, que fugiu sem levar nada. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima estava na residência de uma amiga quando resolveu voltar sozinha para casa a pé, na noite do dia 28 de janeiro deste ano. Ao passar pela Rua Potengui, no Bairro Goiá, ela foi abordada por um motociclista que efetuou os disparos. O caso dela só passou a ser apurada pela força-tarefa depois que o próprio Tiago, após ser preso, confessou ter cometido o crime.

Rosirene Gualberto foi assassinada no dia 19 de julho, no Setor dos Funcionários. A PM relatou na época do crime que ela estava acompanhada da irmã em um VW Gol, quando elas foram abordadas pelo homem armado que se aproximou em uma motocicleta e deu voz de assalto. Segundo a polícia, o suspeito exigiu que as vítimas entregassem as chaves do carro. Enquanto ela procurava, o criminoso efetuou vários disparos que atingiram as duas e fugiu, sem roubar nenhum pertence delas. A irmã de Rosirene sobreviveu.

Menos de uma semana depois, no dia 25 de julho, um motociclista atirou em Juliana Neubia, que estava dentro de um Fiat Palio, com o namorado, parada em um semáforo no Setor Jardim América. De acordo com relatos do companheiro da vítima à Polícia Militar, o suspeito parou ao lado do carro e efetuou diversos disparos. Um deles atingiu o rosto da garota. O rapaz e uma amiga que também estavam no carro não se feriram.

Tiago Henrique Gomes da Rocha é apontado como serial killer em Goiânia Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Tiago foi preso suspeito de ser o serial killer que
agia em Goiânia

Prisão
Tiago da Rocha foi preso no dia 14 de outubro, em Goiânia. Na ocasião, ele confessou à Polícia Civil ter matado 39 pessoas desde 2011. Entretanto, segundo informou o delegado Murilo Polati, o vigilante prestou novos depoimentos na companhia de advogados e reduziu o número de confissões para 29.

Além dos crimes investigados pela força-tarefa da polícia, ele também confessou  assassinatos contra homossexuais e moradores de rua.

O vigilante ficou em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) por oito dias. No local, segundo revelou o delegado Eduardo Prado, o suspeito afirmou aos policiais que “estava com vontade de matar”.

No dia 22 de outubro, Tiago foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional, em Aparecida de Goiânia, onde está isolado dos demais detentos. Mesmo escoltado por 20 policiais, ele conseguiu agredir um fotógrafo com um chute no abdômen antes de ser colocado no carro. No dia seguinte, o delegado Murilo Polati afirmou, durante entrevista coletiva, que o vigilante voltou a fazer ameaças de morte, desta vez, para os detentos do Núcleo de Custódia.

Entretanto, a unidade informou esta semana que o jovem não tem apresentado sinais de agressividade e passa a maior parte do tempo lendo na própria cela. “Desde a chegada dele ao Complexo Prisional, não manifestou nenhum comportamento anormal. Ele está com a rotina normal: banho de sol, alimentação, está sendo acompanhado por psicólogos e não manifestou nenhum comportamento agressivo”, relatou o gerente regional prisional, Leandro Ezequiel.

( fonte Do G1 GO)

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