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DICA DE SAÚDE COM A FARMACÊUTICA JULIANA LEMES: SOBRE O ÔMEGA 3 | De Olho Goiás
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DICA DE SAÚDE COM A FARMACÊUTICA JULIANA LEMES: SOBRE O ÔMEGA 3

   ENTENDA O QUE É O ÔMEGA 3

          O ômega 3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados (gorduras saudáveis), que parecem ter diversos efeitos benéficos no organismo, principalmente no sistema cardiovascular e no cérebro.

          O interesse da medicina no ômega 3 surgiu quando descobriu-se que os esquimós eram um grupo com baixa incidência de doença cardiovasculares, apesar de terem uma dieta com elevada quantidade de gorduras, o que na época parecia uma contradição. Pesquisas subsequentes, porém, mostraram que o tipo de gordura ingerida pelos esquimós era predominantemente composta por ácidos graxos poli-insaturados, ricos em EPA (ácido ecosapentaenóico) e o DHA (ácido docosaexaenoico), duas formas de gordura da família do ômega 3.

          Nesta entrevista vamos explicar o que é o ômega, quais são alimentos ricos neste tipo saudável de gordura e quais são os benefícios cientificamente comprovados do ômega 3.

O QUE É O ÔMEGA 3

          O nosso organismo precisa de gordura para funcionar adequadamente, e os ácidos graxos são essenciais na formação e no funcionamento das células. O problema é que nem todos os tipos de gordura são essenciais, e algumas delas, quando em excesso, podem nos fazer mal, como é o caso das gorduras saturadas.

          Classificamos os ácidos graxos em 3 tipos, conforme as suas características químicas:

– Ácidos graxos saturados.

– Ácidos graxos monoinsaturados.

– Ácidos graxos poliinsaturados.

          Os alimentos ricos em gorduras saturadas são aqueles que mais nos fazem mal, causando elevação do colesterol LDL (colesterol ruim) e um maior risco de doenças cardiovasculares. Exemplos de alimentos ricos em gordura saturada são: banha, bacon, toucinho, manteiga, queijos amarelos, leite integral, pele do frango, creme de leite, gema do ovo, carnes vermelhas, sorvete cremoso, chocolate, azeite de dendê, embutidos e biscoitos.

          Já os alimentos ricos em gorduras mono e poliinsaturadas são mais saudáveis, pois ajudam a reduzir o colesterol ruim e nos protegem das doenças cardiovasculares. Exemplos de alimentos ricos em gordura mono ou poliinsaturadas são: abacate, nozes, azeitona, óleos vegetais (soja, canola, girassol, milho, azeite, etc), oleaginosas (castanhas, amêndoas, etc), sementes oleaginosas (gergelim, linhaça, girassol, abóbora, etc) e peixes como salmão, atum, truta, anchova e sardinha.

          Existem vários tipos de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. O ômega 3 é um dos tipos de ácido graxo poliinsaturado, que é o tipo de gordura mais saudável de todas.

          Na verdade, o ômega 3 é uma família de ácidos graxos poliinsaturados, composta pelos seguintes ácidos graxos:

– EPA (ácido ecosapentaenóico).

– DHA (ácido docosaexaenoico).

– ALA (ácido alfa-linolênico).

          O EPA e o DHA são um tipo de ômega 3 normalmente encontrados em peixes, como salmão e sardinha, enquanto o ALA é um tipo de ômega 3 existente nas carnes, soja, óleos vegetais e alimentos tais como óleo de canola, óleo de linhaça, nozes, sementes de chia e sementes de cânhamo.

          O nosso organismo é capaz de converter o ALA ingerido em EPA e DHA, que são ácidos graxos essenciais ao funcionamento normal do nosso organismo.

FONTES ARTIFICIAIS DE ÔMEGA 3

Atualmente, o ômega 3 é facilmente encontrado sob a forma de cápsulas gelatinosas, que contêm 1000 mg de óleo de peixe. É importante destacar que as concentrações de EPA e DHA, os tipos de ômega 3 que o nosso corpo precisa, podem ser bastante diferentes de uma marca para outra. Em 1000 mg de óleo de peixe podem haver desde apenas 200 mg até 950 mg de EPA + DHA.

A dose diária atualmente recomendada de EPA + DHA é de cerca de 250 a 500 mg, o que pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia de óleo de peixe, de acordo com a marca que você comprou.

BENEFÍCIOS DO CONSUMO DE ÔMEGA 3

Ômega 3 e colesterol

O consumo de ômega 3 pode reduzir as concentrações de triglicérides no sangue em até 25 a 30%, um efeito que é bastante parecido com as drogas atualmente utilizadas no tratamento da hipertrigliceridemia. Porém, para que se obtenha esses resultados, doses elevadas precisam ser consumidas, mais ou menos o equivalente a 4000 mg de óleo de peixe. Com consumos menores que 1000 mg por dia, o efeito nos triglicerídeos é praticamente nulo.

A suplementação de óleo de peixe também eleva ligeiramente as concentrações de colesterol HDL (colesterol bom) em cerca de 3%. O efeito sobre o colesterol LDL (colesterol ruim) só é relevante quando o consumo de ômega 3 é obtido na dieta. Se o paciente come pouco peixe e muita carne vermelha e frituras, o efeito da suplementação de óleo de peixe no LDL acaba sendo pouco eficaz.

Ômega 3 e pressão arterial

O consumo de pelo menos 1000 mg de EPA + DHA é capaz de reduzir os níveis da pressão arterial. Porém, quando o ômega 3 é obtido através de uma dieta saudável, os efeitos são maiores, pois o consumo de sal e gorduras saturadas são responsáveis pelo aumento da pressão arterial.

Ômega 3 e o coração

O ômega 3 apresenta diversos efeitos benéficos para o coração como um todo, pois melhora a eficiência do músculo cardíaco, reduz a demanda de oxigênio, controla a frequência cardíaca e reduz o risco de arritmias.

Já sabemos há muitos anos que uma dieta saudável, rica em ômega 3 e pobre em sal e gordura saturada, está claramente ligada a uma menor incidência de doenças cardiovasculares e morte súbita de origem cardíaca.

EFEITOS COLATERAIS DA SUPLEMENTAÇÃO DE ÔMEGA 3

Muitos dos estudos que mostram efeitos benéficos para a saúde foram feitos com doses de ômega 3 acima de 4000 mg por dia, alguns com doses maiores que 10000 mg por dia. O problema é que a partir da dose de 3000 mg por dia, os efeitos colaterais dos suplementos de ômega 3 começam a ficar mais frequentes e intensos. Os mais comuns são as náuseas, diarreia, cólicas abdominais, excesso de gases e hálito com cheiro de peixe. Este último efeito adverso costuma ser bastante incômodo, sendo uma frequente causa de abandono do tratamento.

Em geral, não é recomendado o consumo de mais de 3000 ou 4000 mg de óleo de peixe por dia.

Em doses elevadas, o óleo de peixe pode aumentar o risco de sangramentos, principalmente em pacientes com problemas de coagulação ou medicados com drogas que agem sobre a coagulação, tais como aspirina, clopidogrel, ticlopidina, heparina e varfarina.

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